Entrevista TV Folha

Ambientalista cansada no capitaloceno ou a ativista política esperançosa com a juventude?

Em 2024 rolou um bate-papo ao vivo na TV @folhadespaulo, com a querida @aisafaria sobre energias renováveis, Brasil e o futuro. Toda mudança e introdução de novas fontes de energia causaram as grandes revoluções econômicas e culturais do mundo. Qual é a pegada ambiental de suas atividades cotidianas? Quanto carbono pode ser retirado da atmosfera conservando e restaurando a natureza? Como as decisões de lideranças de países impactam diretamente o futuro das próximas gerações? Aliás, qual é a emissão de carbono de uma bomba? Nesse mundão de hoje, com tanta coisa rolando, quando falamos de combater às mudanças climáticas, vem tanta coisa na cabeça. Está tudo interligado. E o Brasil tem protagonismo e liderança nessa pauta.

Aliás, falando em Brasil, não podemos alcançar ações efetivas mobilização social, engajamento dos governos e sem o envolvimento direto de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais e ribeirinhas. Essas comunidades são alguns dos mais importantes protetores do carbono vivo, já que as áreas manejadas por comunidades tem taxas de desmatamento muito menores do que áreas protegidas pelos governos. As terras indígenas abrigam 80% da biodiversidade remanescente no mundo e 17% do carbono florestal do planeta. Para apoiar este papel crucial, governos precisam reconhecer formalmente seus direitos à terra e uso de recursos, e os financiamentos para ação climáticas devem incluir ações de apoio às comunidades.

Eu queria ter a cadência das ciências para explicar isso, mas tenho a urgência de uma geração posterior a minha – meus amigos GenZ. E eles já tem um grande desafio, que a nossa geração e as próximas precisarão resolver: a crise climática. Deixo por aqui o registro. O resumão desse papo. Sem meu nervosismo.

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